Eu só queria passear por bondes antigos, absorver o metal e a história. Meu namorado estava ocupado tirando fotos, chato como sempre. Então ele entrou. Olhos afiados, silenciosos e famintos. O tipo de homem que não pergunta — ele aceita. “Quer ver um bonde de verdade?”, ele disse. “O meu.” Eu o segui. No segundo em que as portas se fecharam atrás de nós, eu estava presa ao metal frio, suas mãos em mim, e eu não queria que aquilo parasse. Esqueci o nome do meu namorado ali mesmo. A viagem não terminou na estação — continuou na casa dele, onde abri minhas pernas sem vergonha. Eu traí. E foi incrível pra caralho. Eu gemi, implorei, derreti. Sem culpa. Sem arrependimentos. Apenas prazer cru e imundo.
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